Confraria

Confraria da Veja dos Açores

Confraria

História e origem

História e Origem da Confraria da Veja dos Açores

A Confraria da Veja dos Açores – CVA nasceu da vontade de valorizar, preservar e divulgar um dos peixes mais ligados à memória, à gastronomia e à identidade cultural do povo açoriano: a veja.

A ideia de criar a Confraria partiu de Hugo Renato de Oliveira Pessoa, atual Grão-Mestre da CVA, que lançou o desafio a João Carlos Tristão Ávila, atual Chanceler. A partir daí, os dois começaram a reunir pessoas que partilhavam a mesma paixão pela cultura, pela gastronomia e pelas tradições dos Açores. A este núcleo juntaram-se João Miguel Pereira Gomes e Arnaldo Lima Ourique, formando o grupo dos quatro confrades fundadores.

A 8 de julho de 2019, no Cartório Notarial de Praia da Vitória, foi formalmente constituída a Confraria da Veja dos Açores – CVA, dando-se assim corpo a um projeto que pretendia ser muito mais do que uma confraria gastronómica: uma forma de preservar memórias, aproximar pessoas e manter vivas tradições que fazem parte da identidade açoriana.

Porquê a Veja?

A escolha da Veja não aconteceu por acaso. Este peixe está profundamente ligado à história e à cultura dos Açores, estando presente na memória de várias gerações e nas tradições gastronómicas das nove ilhas do arquipélago.

Ao longo dos tempos, a veja foi preparada de diferentes formas, de ilha para ilha e de família para família, dando origem a um património de saberes, receitas e formas de confeção que importa preservar. É precisamente essa diversidade que torna a veja um símbolo de uma gastronomia açoriana rica, genuína e profundamente ligada ao território e ao mar.
Missão

Objetivos, missão e valores

A Confraria assume, por isso, o compromisso de defender, valorizar e divulgar a veja enquanto património gastronómico e cultural dos Açores, contribuindo para que os conhecimentos e as receitas transmitidos pelas gerações mais antigas não se percam.
Esta missão estende-se também à diáspora açoriana, onde continuam vivos muitos dos saberes, costumes e sabores levados pelas famílias que partiram das ilhas para diferentes partes do mundo. A veja representa, assim, uma ligação entre os Açores, a sua história e todos aqueles que, longe do arquipélago, continuam a preservar as suas raízes.
Uma confraria com uma missão solidária e cultural
De acordo com os seus Estatutos, a CVA é uma pessoa coletiva privada sem fins lucrativos, constituída por tempo indeterminado, tendo a sua sede em Angra do Heroísmo.
Mais do que uma tertúlia de amigos reunida em torno da gastronomia, a Confraria nasceu também com uma dimensão altruísta e solidária. As suas reuniões gastronómicas, tendo a veja como elemento central, procuram igualmente contribuir para a angariação de fundos destinados a bolsas de solidariedade social, ou outras formas de atuação, sem esquecer os seus objetivos culturais.
A CVA pretende, desta forma, juntar à mesa a gastronomia, a amizade, a cultura, a tradição e a solidariedade.
Dos Açores para o território nacional...

Embora profundamente enraizada no arquipélago dos Açores, a Confraria da Veja dos Açores assume também uma vocação de divulgação da cultura e da gastronomia açoriana além-fronteiras do arquipélago.

Através das suas iniciativas e da participação em encontros e atividades confrádicas, a CVA procura levar o nome dos Açores, a história da Veja e as tradições associadas à sua confeção a outros territórios, contribuindo para uma maior valorização do património gastronómico açoriano no contexto nacional.

Desde a sua fundação, a Confraria tem procurado crescer sem perder a essência que esteve na sua origem: valorizar a veja, preservar a memória, celebrar a cultura açoriana e criar laços entre pessoas através da gastronomia e da confraternização.

A Confraria da Veja dos Açores – CVA é, assim, uma celebração de um peixe, mas sobretudo das pessoas, das histórias, dos saberes e das tradições que fazem dos Açores um território com uma identidade única.
Organização

Órgãos Sociais

Mesa da Assembleia Geral:
Presidente: João Paulo Pereira Hortêncio
Vice-Presidente: Patrícia Carla Cardoso de Frias Aleixo
Secretária: Maria de Lurdes Tristão Ávila Carvalho

Direção:
Presidente: Hugo Renato de Oliveira Pessoa
Vice-Presidente: João Carlos Tristão Ávila
Tesoureiro: Ricardo Manuel Simões Mendes

Conselho Fiscal:
Presidente: Lázaro Miguel Lima Pires da Silva
Vice-Presidente: José Manuel Gregório de Ávila
Secretário: Rúben do Couto Farias
Identidade

O traje

O Traje Oficial da Confraria

O traje oficial da Confraria da Veja dos Açores – CVA é um dos mais importantes símbolos da nossa identidade, representando a pertença, a dignidade, a união e o orgulho confrádico.

É usado nos atos oficiais, cerimónias, capítulos, encontros confrádicos e demais momentos solenes, conferindo aos seus membros uma imagem de unidade e representando, através das suas cores e elementos, a ligação da Confraria à veja e à cultura dos Açores.

A sua conceção assenta numa simbologia própria, inspirada na distinção entre a veja fêmea e a veja macho, traduzida nas cores que identificam os trajes das confreiras e dos confrades.

O Traje da Confreira – a Veja Fêmea

O traje das confreiras inspira-se na simbologia da veja fêmea, assumindo como cores predominantes o amarelo e o vermelho.

O amarelo transmite luz, vitalidade, energia e valorização, enquanto o vermelho representa a força, a paixão, o orgulho e a intensidade dos laços que unem os membros da Confraria.

É nesta combinação de cores que se encontra a identidade visual da veja fêmea, transportada para o traje como expressão de feminilidade, força e tradição.

O escapulário das confreiras é amarelo, reforçando a ligação simbólica à veja fêmea e assumindo-se como um dos elementos distintivos do traje.

O Traje do Confrade – a Veja Macho

O traje dos confrades tem como inspiração a veja macho, sendo assente em diferentes tonalidades de azul, do azul-escuro ao azul-claro.

O azul-escuro transmite solenidade, estabilidade, profundidade e respeito, enquanto o azul-claro evoca o mar, o céu e a própria relação dos Açores com o Atlântico.

A conjugação destas tonalidades procura representar a força e a identidade da veja macho, ao mesmo tempo que estabelece uma ligação direta ao mar que rodeia e define o arquipélago dos Açores.

O escapulário dos confrades é bordeaux, uma cor que estabelece a correspondência simbólica com a veja macho e acrescenta ao traje uma dimensão de solenidade, distinção e tradição.

Um traje, duas identidades, uma só Confraria

A existência de dois trajes, com cores distintas, não representa uma separação, mas antes uma complementaridade.

A veja fêmea e a veja macho fazem parte da mesma espécie e da mesma identidade que está na origem da Confraria. Da mesma forma, os trajes das confreiras e dos confrades representam diferentes expressões de uma mesma pertença e de uma mesma missão.

O amarelo e vermelho da veja fêmea, e o azul-escuro e azul-claro da veja macho, encontram no escapulário um dos seus elementos simbólicos mais marcantes: amarelo para as confreiras e bordeaux para os confrades.

Vestir o traje da Confraria é, por isso, assumir publicamente uma identidade e um compromisso. É honrar a veja, respeitar a tradição, representar os Açores e dignificar a Confraria.

Em cada cerimónia, o traje torna-se também uma forma de contar a nossa história, uma história feita de mar, tradição, gastronomia, amizade, cultura e orgulho em ser açoriano.
Agenda

Próximos eventos desta confraria