INFO / Confraria da Lampantana

Gão Mestre:
Carlos Jorge
E-Mail:
confrariadalampantana@gmail.com
facebook:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100070147449922&locale=pt_PT


História


A associação “Confraria da Lampantana” é uma associação sem fins lucrativos, com personalidade jurídica.

Constituída oficialmente em março de 2018, a Confraria da Lampantana tem a missão de promover a Lampantana no país e no estrangeiro, enquanto património gastronómico local, realçando o seu significado histórico, o seu interesse cultural, turístico e económico.

Promover a divulgação, investigação e preservação deste património gastronómico nos seus variados aspetos (receituário, modo de confeção tradicional, produtos usados, relações com a arte popular, história, usos e costumes das populações), zelar pela sua autenticidade e organizar eventos, encontros gastronómicos e iniciativas que contribuam para promover a Lampantana como ex-libris da gastronomia de Mortágua, são objetivos estabelecidos nos estatutos da Confraria.

Os símbolos da Confraria são o traje, a insígnia, o estandarte, o logotipo e o cajado de entronização.

Os confrades tomam a designação de “caçoilos” no caso dos homens e de “caçoilas” no caso das mulheres, numa alusão ao recipiente de barro onde tradicionalmente é assada a Lampantana.


Missão, Visão e Valores


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Descubra os sabores autênticos de Mortágua.
Embarque numa viagem sensorial pela nossa região, onde a gastronomia revela a história, a cultura e a paixão dos Mortaguenses.
No centro da nossa mesa reina a Lampantana, um prato lendário que conquista paladares, mas a nossa rica gastronomia vai mais além, com texturas e sabores que variam de acordo com a tradição de cada freguesia e cada aldeia.
Prove também os nossos vinhos e delicie-se com os doces tradicionais, elaborados com receitas que passam de geração em geração.
Cada experiência é o construir de novas memórias, e cada prato uma experiência única.
Venha a Mortágua, repouse os sentidos, entre na descoberta da nossa gastronomia, e deixe-se fazer parte da nossa cultura.
Bom apetite!

LAMPANTANA DE MORTÁGUA
A LAMPANTANA confecionada com carne de ovelha, assada em forno de lenha, na caçoila de barro e que vai à mesa, acompanhada de batata “fardada” e grelos e o pão cozido em forno a lenha, é uma das especialidades gastronómicas do Concelho de Mortágua desde tempos imemoriais.
Dos inúmeros rebanhos de gado lanígero que outrora pastavam pelas abundantes encostas de urze do concelho de Mortágua terá surgido o ingrediente fundamental à qualidade deste prato forte e suculento que em dias de festa era, e continua a ser, rei à mesa, por Terras de Mortágua.
Embora desconhecendo com rigor científico a origem desta iguaria, guardamos das anteriores gerações uma história que a procura explicar e que relaciona o seu aparecimento com a III Invasão Francesa, mais concretamente com a Batalha do Bussaco (1810) ocorrida, maioritariamente, em terras de Mortágua. Conta-se que, aquando da passagem das tropas napoleónicas pela região, as populações teriam, estrategicamente, envenenado as águas. Como era preciso cozinhar a carne, terá sido utilizado, como recurso o vinho.
Da aliança entre estes dois ingredientes de qualidade terá resultado este prato de excelência, forte e suculento, cujo segredo na confeção e no tempero foi sabiamente guardado e perpetuado até nós.

PAPAS E SARDINHA ASSADA
Desde tempos imemoriais, o Homem serve-se dos cereais como alimentação, a farinha de milho sempre esteve presente na cozinha dos portugueses e essencialmente na mesa das famílias mais pobres.
Nos dias frios de Inverno, as papas laberças regadas com azeite caseiro e acompanhadas de sardinhas assadas eram a garantia de mais uma refeição a baixo custo para uma família.
As Papas com Sardinha Assada, ementa que acompanha a história das famílias é neste momento o encontro de famílias e amigos nas festas populares do concelho.

BOLO DE CORNOS
O BOLO DE CORNOS, também conhecido por BOLO DE 24 HORAS ou BOLO DOCE DA PÁSCOA é o doce mais característico do concelho de Mortágua, integrando-se a sua confeção nas tradições ancestrais de Celebração da Páscoa por estas Terras.
A originalidade dos seus nomes advém da sua apresentação em formato de corno e do facto de, em tempos idos, os bolos serem confecionados com fermento tradicional e demorarem cerca de 24 horas na sua confeção.
Trata-se de um bolo amassado em alguidar de barro vidrado, por mãos sábias, que aos poucos vão “acunhando” os ingredientes, transformando-os, com a energia e força dos seus punhos, numa massa doce e espessa que ao fazer foles estará pronta, devendo ser aconchegada no alguidar com um pouco de azeite e colocada a levedar, coberta por um lençol branco e um cobertor, em local quente, durante cerca de 12 horas.
Segue-se depois um conjunto de rituais, repletos de segredos, guardados de geração em geração, e em que se incluem “dar abas” à massa, cortar e colocar no tendal, dobrar os bolos e dar-lhe a forma de "corno" já sobre a folha de couve "porqueira" em que irão na pá ao forno de lenha, identificar a temperatura ideal do forno através da tonalidade obtida num papel que é colocado no seu interior, acertar no tempo de cozedura dos bolos e, por último, retirar a “fornada de bolos” e dar-lhes o acabamento final, untando-os com azeite ou manteiga ainda enquanto estão quentes, por forma a que fiquem brilhantes e apelativos à vista e ao paladar, assegurando assim a presença na mesa aquando da visita Pascal para o ritual de “ BEIJAR O SENHOR”.

PASTEL JUIZ DE FORA
Este Pastel surgiu, no seguimento de um concurso, realizado em maio de 2015, que tinha como finalidade a criação de um doce associado à imagem de Mortágua e a sua promoção como produto turístico-cultural do concelho. O doce tem a designação de “Juiz de Fora”, numa homenagem à famosa Lenda que desde tempos imemoriais está associada à história e ao património cultural do concelho, confecionado à base de produtos naturais e endógenos.

MEL
A apicultura desenvolveu-se no apogeu da civilização grega, e o mel servia essencialmente para a alimentação das crianças. Na época romana o mel começou a ser introduzido na confeção da doçaria, e só na idade média o consumo de mel foi generalizado.
Reconhecido pelos seus benefícios para a saúde e bem-estar o mel é um dos produtos endógenos, que encontra na doçaria, mas também, num dos mais antigos “petiscos” do concelho.
Outrora, antes de uma refeição ou numa das adegas das casas das aldeias, para “enganar o estômago”, como diziam os “anfitriões”, encontrava sempre uma taça de mel com uma cebola crua cortada aos quartos (os quartos da cebola serviam de colher para comer o mel), para comer…
Na doçaria, o mel é usado para colocar por cima das filhós ou velhoses quentes, em vez do tradicional açúcar com canela….
 

O que visitar:

PATRIMÓNIO HISTÓRICO-CULTURAL:
Pelourinho Manuelino
Dos tempos remotos em que se expunham e castigavam os criminosos, o Pelourinho de Mortágua, em estilo manuelino, é o marco que Mortágua é uma vila com uma história inesgotável… !
O Pelourinho de Mortágua, de estilo Manuelino (do século XVI), é constituído por três partes, que são regra nesta espécie de monumentos: plataforma (quadrangular com três degraus), coluna (em pedra calcária) e cúpula (um volumoso monólito calcário completamente cinzelada). A cúpula apresenta quatro faces: uma representa a ordem eclesiástica, outra, o símbolo da Casa Real, a terceira, o símbolo do concelho e, a quarta, o brasão dos fidalgos donatários. Evoca os tempos remotos em que se expunham e castigavam os criminosos.

Núcleo Museológico da Irmânia “Raízes e Memórias”
O interior das aldeias preservam não só o cheiro da lenha e do pão acabado de fazer, como os costumes, o património histórico, as tradições, as histórias e estórias...
O Núcleo Museológico da Irmânia “Raízes e Memórias”, localizado na antiga Escola Primária da Marmeleira, reúne o património rural e cultural do concelho e das suas gentes, recriando o modo de vida do início do século XX, é uma viagem à memória coletiva de um povo, que viveu humildemente da terra e ousou sonhar com ideais de educação, liberdade e desenvolvimento.
O espaço tem vários cenários de visita, na Casa do Lavrador encontra uma habitação de uma família tradicional da região, foram recriados dois estabelecimentos comerciais emblemáticos, a Loja Progresso, propriedade de Júlio Batista dos Reis e a sua dependência, a Alfaiataria Lysiana.
Encontra, também, duas salas de exposição, na sala Zé do Pereiro onde está patente uma exposição de artes e ofícios que foram o sustento da generalidade das famílias da região. Na sala Basílio Lopes Pereira poderá descobrir um pouco da história da Marmeleira. Uma história de pessoas ilustres, marcada por ideais republicanos, por ligações à maçonaria e pelo ideal da emancipação popular sustentada na educação.
Respeitando as nossas raízes são recriados vários cenários do quotidiano da vida rural da região do final do século XIX, início do século XX. Nesta viagem poderá conhecer o burro Golias, regar a horta partir do engenho do poço da portela, saborear o pão acabado de cozer no forno comunitário ou simplesmente apreciar o grande número de espécies da flora autóctone portuguesa que povoam os espaços verdes do Núcleo Raízes e Memórias.
Horário: Sexta a Domingo
14:00 às 18:00
(restantes dias só por marcação prévia)
Telemóvel: 912 030 620
Email: ranchomarmeleira@gmail.com

Lagar de Varas de Vale de Mouro
O azeite oferece uma longa e rica herança de ouro…
A história, desde a antiguidade até à atualidade, está cheia de exemplos e de invocações sobre a oliveira: o Egipto faraónico, as terras bíblicas da Judeia, a Fenícia mareante e mercadora, a Grécia, sábia e olímpica, a África mediterrânea, a Itália agrária e a Península Ibérica, romana, visigoda e árabe. O azeite oferece uma longa e rica herança de ouro…
O azeite, o “ouro” líquido, inicialmente, servia para iluminar as noites de camponeses e fidalgos, e só, posteriormente, foi utilizado para terapias da pele e para a alimentação.
O “Lagar de Varas”, localiza-se na aldeia de Vale de Mouro. Inserido num local estratégico para o seu funcionamento, junto à uma ribeira de Vale de Mouro, o lagar é uma viagem às vivências dos nossos antepassados.
O seu funcionamento é feito através das chamadas varas ou prensas, que efetuavam a prensagem da azeitona, daí o nome “Lagar de varas”. No local, existem ainda todos os elementos que constituem o processo de produção do azeite, desde da zona de chegada da azeitona onde era feita a limpeza e lavagem da azeitona, a moagem, auxiliada pelo seu sistema hidráulico, onde é possível observar o moinho de pedra, a prensagem, através das duas grandes varas, a caldeira que fornecia a água quente, para a caldeação, a decantação e finalmente a centrifugação.
Visitas: Só por marcação prévia
Posto de Turismo de Mortágua
Telefone: 231 927 464
Email: turismo@cm-mortagua.pt

Parque Temático de Vale de Mouro
No Parque Temático de Vale de Mouro, a pedra não engana, a casa que antigamente serviu de palheiro e curral está agora recuperada e transformada numa típica casa de montanha envolta de uma eira e quatro espigueiros onde antigamente se guardava o cereal...
O Parque Temático de Vale de Mouro, situado na aldeia de Vale Mouro, é um exemplo de recuperação do património rural, um projeto concebido e desenvolvido pela associação local, a recuperação e transformação de uma antiga casa de eira com finalidades turísticas.
Construída em pedra de xisto, distribui-se em rés-do-chão e 1º andar. O rés-do-chão e uma parte do 1º andar integram o espaço museológico, onde podemos encontrar objetos ligados aos ciclos do azeite, mel, cereais e pão, resina, e a outras atividades agrícolas. Há também móveis e louças antigas e a recriação de uma cozinha e de um quarto do início do séc. passado. A parte habitável mantém as características rústicas, não faltando as comodidades dos tempos modernos. O exterior da casa é constituído por uma eira e por quatros espigueiros, onde pode também observar uma antiga malhadeira. As mesas e bancos em pedra aí colocados podem também servir como locais de convívio.
Visitas: Só por marcação prévia
Telefone: 231 027 279
Telemóvel: 960 282 277
Email: parquetematicovalemouro@gmail.com
 
Moinho da Nossa Sr.ª da Ribeira – Marmeleira
Tempos em que os habitantes aproveitavam a força da água para produzir farinha…
O Moinho da Sra. da Ribeira, é outro exemplo que a freguesia da Marmeleira, também conhecida como Vila da Irmânia, está empenhada em preservar o seu património, situado ao fundo da povoação, o moinho está envolto num um espaço verde e arborizado, onde sobressaem os choupos, além das oliveiras e zonas de relva, que dão frescura a todo o espaço, nos dias solarengos. O silêncio é apenas quebrado pelo borbulhar das águas correntes da ribeira, que fazem mover o moinho de rodízio. O turista/visitante poderá observar, ao vivo, todo o mecanismo da moagem e familiarizar-se com a estrutura tradicional de valor patrimonial e etnográfico deste testemunho da vida e hábitos do passado...
A sua zona ribeirinha convida a passeios, bem como a relaxar. Não muito longe do moinho, encontramos a fonte de chafurdo e a fonte da bica, locais onde antigamente as pessoas da aldeia iam buscar água para se refrescar e para cozinhar.
Aqui, também, encontra a Capela de N. Sra. da Ribeira, construída por volta de 1645, reedificada e ampliada em 1747, na qual apresenta diversos estilos no interior, em que se destaca, no altar-mor influências do estilo Barroco e nos altares laterais influências do estilo Rococó. No altar-mor está presente a talha dourada em madeira e ao meio da capela uma abóbada que separa os finos pormenores da madeira dourada.
A santa é conhecida como “advogada” dos homens nas doenças e aflições, como também, do bom nome dos homens e salvação das famílias.
ALDEIAS DE MORTAZEL E TOJEIRA
Há aldeias que só se deixam ver quando saímos das estradas principais…
MORTAZEL
Aldeia, cujo nome evoca uma instalação militar romana e da qual adeja o enigma do sonho do Sr. Glórias, e que ainda hoje, é motivo de conversa entre os anciões da aldeia, pois não se sabe se é lenda ou realidade…
Sinta as particularidades desta paisagem rural, e percorra as ruas da aldeia onde, ainda, poderá apreciar casas de xisto, devidamente recuperadas, em que os muros de xisto escondem no seu interior pormenores contemporâneos, mas que fazem lembrar os trabalhos árduos de campo, que eram o sustento e rendimento de muitas famílias.
Mortazel, ganhou vida e hoje é uma aldeia postal de “aldeia de xisto”!

TOJEIRA
A Tojeira, uma das aldeias mais pitorescas do concelho, cujo nome tem origem no tojo ou tojeiro, situa-se na extremidade do concelho, num local de invulgar beleza.
O isolamento geográfico e quase total desertificação humana desta aldeia, testemunham as precárias condições de habitação e de conforto em que as pessoas viviam no passado, o que é esquecido com a pacatez e tranquilidade que se sente neste lugar “quase” deserto.
Sobranceira à aldeia situa-se a Capela da Nossa Senhora do Bom Sucesso, local de grande devoção e que atrai até si inúmeros romeiros.
O cruzeiro aí existente proporciona uma varanda para o horizonte longínquo. Aqui, na transição entre o litoral e o interior, o horizonte permitirá imaginar o Mar e as Serras e em dias solarengos, ao entardecer, este é o local ideal para concluir o seu passeio assistindo a um magnífico pôr-do-sol que não deve deixar de registar!


 

PATRIMÓNIO RELIGIOSO:

IGREJAS DO CONCELHO:

Igreja Matriz de Mortágua
A Igreja Matriz de Mortágua, construída no século XVI e restaurada no século XX, dedicada a Nossa Sr.ª da Assunção (supõe-se que o culto a Nossa Srª. da Assunção remonte ao séc. X), Santa Padroeira da vila de Mortágua. De destacar no interior: as talhas neoclássicas de feição popular os azulejos hispanos-árabes quinhentistas e o baptistério e pias do século XVI.

Igreja Matriz de Vale de Remígio
Igreja Matriz de Vale de Remígio, foi construída em 1774. Diz o povo que o jardim que a envolve foi um primitivo cemitério. A paróquia de S. Mamede pertenceu às Terras do Vouga, um inventário paroquial dos anos 1320 e 1321, cita que a igreja terá sido tributada em 26 libras para a guerra contra os mouros.
S. Mamede era o pastor mártir que morreu no ano de 275, em Cesareia da Capadócia. Conta a tradição que este santo fez um altar no deserto para pregar aos animais. Depois de preso, foi lançado às feras que não ousaram tocar-lhe, tendo, também, escapado milagrosamente de dentro de um forno para onde o lançaram, acabou por morrer estripado por um tridente.

Igreja Matriz de Cortegaça
Cortegaça, na formação do Reino, pertencia ao Priorado do Crato. A esse senhorio eram pagas as rendas anuais e dele tinham os moradores os privilégios usufruídos pelos caseiros da Ordem de Malta. A Ordem de Malta teve a sua origem num hospital fundado em Jerusalém para socorrer os peregrinos à Terra Santa.
O santo padroeiro da Igreja Matriz é São Tiago, santo dos cavaleiros, peregrinos, farmacêuticos, veterinários e dos químicos, o primeiro bispo de Jerusalém. São Tiago tornou-se patrono do Exército Espanhol e também do Exército Português. A tradição conta que inspirou um grande número de soldados no combate à invasão muçulmana na Península Ibérica…
São Tiago ou Santiago está associado à peregrinação dos conhecidos Caminhos de Santiago, e no concelho existe um percurso intitulado “Caminho Natural da Espiritualidade”, que tem como contexto e elo de ligação o Caminho Português do Interior das Rotas de Santiago.

Igreja Matriz de Almaça
Almaça só faz parte do concelho de Mortágua desde 1833, em consequência das reformas administrativas de Mouzinho da Silveira, pois até essa data pertenceu ao concelho de Óvoa, hoje freguesia do concelho de Santa Comba Dão.
Mas a história de Almaça, tal como, de outras terras é muito anterior, embora seja difícil aceder aos documentos. No entanto, um documento escrito em hebraico, cópia do foral datado de 1165 refere que “Maria, filha de Martinho, do Tombo dos Serpas, doou ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra as suas terras de Papízios e Almaça”.
Mais tarde, um outro documento, datado de 1375, um foral elaborado pelo prior do Mosteiro de Santa Cruz, D. Francisco, refere que o dito prior lega (para todo o sempre) a sete homens e suas mulheres (Vicente Martins, Domingos Domingues, João Aires, João Salgado, Gomes Martins, Domingo Gomes e João Francisco), o mosteiro que possui em Almaça e todas as suas terras, com montes, fontes, pasto e rotas. Em troca darão anualmente ao Mosteiro “diversas partes do grão produzido, de vinho, de linho, alho, cebolas e todos os outros legumes, capões, veados, outros animais e quem tiver besta faz a Coimbra uma carreira por ano para levar as rendas”(1).
A Igreja Matriz construída em 1801 é dedicada a Santo Isidoro, padroeiro dos agricultores, no seu interior poderá encontrar altares em talha dourada.
(1) In Diário As Beiras, Suplemento Sinais do Século, Concelho de Mortágua, 9 de Novembro de 2000.

Igreja Matriz de Cercosa
Em tempos remotos, a freguesia de Cercosa não pertencia ao nosso concelho. Integrava o morgado de Carvalho e Cercosa e só quando este foi abolido é que as duas freguesias que o constituíam foram atribuídas aos dois concelhos vizinhos, Mortágua e Penacova.
A Igreja Matriz de Cercosa, devota a Nossa Srª. da Conceição e o seu culto remonta ao séc. XI.
À saída de Cercosa encontramos bem no meio dos campos de cultivo a capela onde tradicionalmente se celebra o S. João. Esta capela originou alguns problemas aquando da sua edificação, porque tanto os habitantes de Cercosa como os do Galhardo disputavam a sua localização. A querela acabou em bem com a capela a ficar situada entre as duas localidades.

Igreja Matriz de Espinho
A Igreja Paroquial de Espinho, devota a S. Pedro, um culto cristão cujas raízes remontam ao século III ou IV.
Construída no séc. XIX, a igreja tem planta longitudinal com torre sineira lateral esquerda. O seu interior, destaca-se pelas suas pinturas.
Ainda hoje, se recorda o Passal da Igreja. Tratava-se de uma pequena cerca, em redor do edifício religioso, dentro da qual os seus habitantes – membros do Clero – estavam imunes ao poder real. Festa anual é a 29 de junho.

Igreja Matriz da Marmeleira
A Igreja de Marmeleira, datada de 1797, devota ao orago São Miguel, cujo culto remonta ao final do século IX, encontra no seu interior um património rico constituído por pinturas de arte sacra, a imponência dos seus altares com os seus santos e os seus elementos arquitetónicos. No exterior poderá observar um enorme relógio em pedra, oferecido por habitantes da aldeia (1957), que ao longo destes anos, ainda bate/marca o tempo correto. A Irmandade constituída é do Santíssimo Sacramento, integrada com habitantes de toda a freguesia e realiza a sua festa anual no terceiro fim de semana do mês de julho, atraindo centenas fiéis e forasteiros. A festa devota a S. Miguel realiza-se em setembro.

Igreja Matriz de Pala
A Igreja Matriz de Pala, tem como santo padroeiro o S. Gens, que se representa como padroeiro dos agricultores e é evocado contra a seca.
A freguesia de Pala, como outras, sofreu os efeitos da fúria devastadora das tropas de Massena, conta o povo que as tropas francesas na tentativa de encontrar ouro e prata, assaltaram a Igreja, mas valeu a astúcia do pároco, que antes de fugir com os seus paroquianos, terá escondido no forro da igreja, a cruz de prata, deixando os franceses sem muito para saquear.

Igreja Matriz do Sobral
A Igreja Matriz do Sobral, consagrada a S. Miguel, é um edifício recente, com uma fachada muito recortada e com uma torre à esquerda. Dividida em três segmentos com uma cúpula na nave principal. No seu interior o maior destaque, traduz-se na sua talha dourada, que dá a sensação que tudo é feito de ouro.
Igreja Matriz, enquanto paróquia a sua antiguidade pode documentar-se desde séc. XIV, tendo as suas terras pertencido à rainha D. Dulce, esposa de D. Sancho I.

Igreja Matriz de Trezói
A Igreja Matriz de Trezói, devota a S. Tomé, é lugar de culto histórico. Um documento datado de 1064, comprova que a freguesia de Trezoi esteve sob a jurisdição do Mosteiro da Vacariça, o documento refere que o mosteiro terá sido fundado por um abade de Trezói, “Monasterium de Trasoi quod fuit de abba trasoi” e terá sido doado ao Mosteiro da Vacariça no séc. XI. Em 1093 o Mosteiro da Vacariça é extinto por o Conde Raimundo, e seus bens revertem para a Sé Episcopal Coimbra. Outro documento datado de 1098 refere que um grupo de clérigos, terá deslocado a Coimbra, junto do Bispo Crescónio, no intuito de pedir permissão para repovoá-lo, “trasoi venissemus ad episcopum dommum cresconium petere monasterium quod dicitur trasoi (…)” (2). Da existência deste Mosteiro apenas restam as memórias escritas, pois em finais do séc. XVI e inícios do séc. XVII, já não existia qualquer vestígio do mosteiro, simplesmente se sabe que a atual Igreja Matriz de Trezói se localiza nos alicerces do antigo Mosteiro.
(2) In Contributos para a Monografia de Mortágua; Câmara Municipal de Mortágua; pág. 53; 2001

Santuário do Cabeço do Sr. do Mundo
Miradouro com vista privilegiada sobre a Vila de Mortágua e a sua extensa várzea. Localizado sobre os alicerces de fortificações castrejas, de que não restam vestígios arqueológicos. A memória coletiva guarda até aos nossos dias essa referência, denominando também este local por Crasto.
Santuário constituído por três capelas: a capela do Sr. do Mundo, Santo que dá o nome ao local, a capela dedicada a S. Pedro e a capela da Nossa Srª. do Desterro. Este é também lugar de culto e de romaria em dia de feriado municipal, Quinta Feira de Ascensão, acorrendo até aqui povo de todo o concelho.
Numa destas capelas encontra-se também a imagem de São Francisco que foi recolhida da capela da aldeia de Gontinho, aldeia do concelho já extinta.

Santuário da Nossa Sra. do Chão de Calvos:
Lugar de culto e romaria o santuário é composto por três capelas: a da Nossa Srª. do Chão de Calvos, a do Sr. dos Aflitos e a do Sr. da Agonia.
No recinto do Santuário existe uma fonte de chafurdo em granito. Da fonte, diz-se que tem uma mina até ao altar da Srª. do Chão de Calvos, local onde se situa a nascente. A Capela de Nossa Srª. do Chão de Calvos possui, no seu interior, uma pia oferecida pelos mordomos no ano de 1764.
O aparecimento deste Santuário está associado à lenda da “Nossa Senhora do Chão de Calvos”:
“Num vale, pelos fins do Século XV, inícios do seguinte, encontrou um indivíduo calvo, da freguesia do Sobral, concelho de Mortágua, escondida na toca de um castanheiro, uma imagem da Virgem.
A notícia chegou aos moradores dessa freguesia, bem como aos de Pala. Os de Sobral achavam que a imagem lhes pertencia, por isso a levaram para a sua igreja. No entanto, a Senhora desaparecia desta igreja e voltava a ser encontrada no buraco do castanheiro.
Apesar de ser levada, de novo, para o Sobral, e a igreja da paróquia estar guardada, a imagem fugia sempre. Acabaram por ser os habitantes de Pala a erigir uma Capela no sítio do seu aparecimento.”
(Fonte: Adices, Agueira – Dão e Caramulo Literatura Oral da Nossa Região, Lendas, Volume 1, Maio de 1995).

Santuário da Nossa Sr.ª da Ribeira da Marmeleira
A Capela de N. Sra. da Ribeira, construída por volta de 1645, reedificada e ampliada em 1747, apresenta diversos estilos no interior, em que se destaca, no altar-mor influências do estilo Barroco e nos altares laterais influências do estilo Rococó.
No altar-mor está presente a talha dourada em madeira e ao meio da capela uma abóbada que separa os finos pormenores da madeira dourada.
A santa é conhecida como “advogada” dos homens nas doenças e aflições, como também, do bom nome dos homens e salvação das famílias.
O Santuário da Nossa Sra. da Ribeira, é outro exemplo de como a Freguesia da Marmeleira está empenhada em preservar o seu património. Situado ao fundo da povoação, está dotado de um parque, espaço verde e arborizado, onde sobressaem os choupos, além das oliveiras e zonas de relva, que dão frescura a todo o Parque, nos dias solarengos. O silêncio é apenas quebrado pelo borbulhar das águas correntes da ribeira, que delimita o parque e faz mover um moinho de rodízio, recuperado e em pleno funcionamento.
A sua zona ribeirinha convida a passeios, bem como a relaxar. Não muito longe do santuário, encontramos a fonte de chafurdo e a fonte da bica, locais onde antigamente as pessoas da aldeia iam buscar água para se refrescar e para cozinhar.
A festa religiosa da capela realiza-se a 8 de setembro, concorrida não só pelos habitantes e aldeias vizinhas, mas também pelos habitantes do concelho circunjacente.

Ruínas da Nossa Sr.ª do Carmo da Marmeleira
As ruinas da Nossa Sra. do Carmo localizam-se junto das margens da ribeira. Santuário com devoções marianas, a capela foi mandada construir pelo “Padre Sebastião do Monte Calvário, prior da Igreja de São Miguel da Marmeleira, por volta de 1600”.(1)
A capela destinava-se a ser um convento de Carmelitas Descalços, tendo o Padre Sebastião obtido as necessárias licenças dos seus superiores eclesiásticos.
Referindo-se à capela, Guilhermina Mota indica que “pelo que se pode avaliar, pelas ruinas, o templo não era muito pequeno, atendendo à dimensão do lugar, em que estava ereta e aos seus objetivos. Tinha a capela-mor separada do corpo por um grande arco e dois arcos menores nas capelas laterais. Havia um púlpito de pedra; uma sacristia e uns quartos anexos. Por baixo, a todo o comprimento, uma loja, com uma porta lateral. Na frontaria da igreja há ainda uma curta escadaria. Parece ter sido construída com algum gosto, pouco comum em capelas deste género, e as colunas dos altares, conservadas, são de pedra, trabalhadas em canelado e decoradas com folhas de acanto.”(2)
A Vila da Irmânia pertencia ao domínio direto dos donatários, estes possuíam um emblema/brasão para marcar os edifícios e selar documentos. A porta principal da capela da Nossa Sra. do Carmo tinha esculpido o brasão do domínio.
O campo do escudo é ocupado por uma torre heráldica, cercadura, de formato quadrilongo e bordo inferior redondo e emoldurada por dois ramos de videira com folhas e frutos pendentes. O castelo significa a soberania administrativa, judicial, eclesiástica e militar exercida pelos Condes de Odemira, donatários da Vila e senhores da Marmeleira desde de 1415. Os ramos da videira significam o direito do senhorio à décima da produção do vinho, simbolizam, em suma as rendas anuais que os moradores tinham de pagar. Conta-se que este emblema poderá ser o mais antigo brasão senhorial do concelho.
Portanto, voltando à génese da Capela da Sra. do Carmo, o prior quis que as rendas da igreja, revertessem para apoio do seu mosteiro, o que o seu Senhor, Conde Odemira, não consentiu, ficando, assim, o projeto sem rendimentos para avançar.
Tempo de instituição de irmandades ou confrarias, o prior terá fundado, uma Irmandade sob proteção da Senhora do Carmo, a que criou estatutos, onde seus “irmãos” eram não só da freguesia, mas também de Mortágua e aldeias limítrofes. Os seus objetivos eram de caridade e serviços piedosos. Existem alguns relatos de doações ou oferendas à Irmandade, como por exemplo terrenos de oliveiras…
A sua festa anual realizava-se a 16 de julho, agora no terceiro fim de semana de julho, e a 5 de novembro. Há relatos referindo que se realizava uma cerimónia simbólica por alma de todos os membros da Irmandade.
Neste momento a capela encontra-se em ruinas, mas visitável, as quatro entradas defendidas por arcos esculpidos encontram-se hoje em degradação acentuada, mas os vestígios que ainda perduram mostram que outrora terá sido um local de culto de inimaginável valor.
De referir que alguns elementos se encontram na igreja paroquial (colunas dos altares na sacristia, a imagem de S. Miguel em terracota e o brasão dos donatários que rematava a porta da capela). A imagem da Senhora do Carmo, encontra-se na capela da Senhora da Ribeira (imagem da senhora, com o menino no braço esquerdo, toda ela em madeira), bem como o sino e alguns fragmentos da talha do retábulo.
(1) MOTA, Guilhermina – A Irmandade da Senhora do Carmo da Marmeleira – Mortágua (Primeira metade do século XVIII), p. 271.
(2) MOTA, Guilhermina – A Irmandade da Senhora do Carmo da Marmeleira – Mortágua (Primeira metade do século XVIII), p. 285.


 

PATRIMÓNIO NATURAL/LAZER

Quedas de Água das Paredes
Onde os cursos de água, que fluem das montanhas, são a melodia da natureza...
Um local de grande beleza natural, rico em termos de flora e fauna e ao longo do qual poderemos observar inúmeros vestígios do passado agrícola desta zona do concelho.
O contacto com a natureza, o ar puro, o perfume das plantas silvestres, o sussurrar melodioso das águas, é uma companhia constante ao longo do percurso, respirando-se um ambiente de tranquilidade e bem-estar.
As Quedas de Água das Paredes, com as suas várias gargantas de água que se precipitam do cimo da serra e desaguam em pequenas lagoas, podem servir para a prática de desportos radicais, como para deliciar-se com um banho refrescante nas piscinas naturais (espécies de cachoeiras) que caem a partir as cascatas.

Albufeira/Barragem da Aguieira
Um cenário perfeito entre o rio e a floresta que nos obriga a estar sempre de olhos postos na paisagem...
Situada no leito do Rio Mondego, esta Barragem foi concluída em 1979 e inaugurada em 1981, localiza-se nos limites dos Concelhos de Mortágua (distrito de Viseu) e Penacova (distritos de Coimbra).
Extenso lago artificial que pela sua imensidão marca e diferencia a paisagem do concelho de Mortágua, proporcionando aprazíveis locais de lazer. As suas águas convidam à prática de inúmeras atividades, destacando-se a canoagem ou a pesca. Os inúmeros caminhos que circundam as suas margens, são propícios à prática de ciclismo e pedestrianismo.
As aldeias situadas junto à albufeira são também locais a visitar: Almacinha, Falgaroso do Maio e Almaça.

Parque Verde da Ponte
Situado junto à Ponte de Vale de Açores e confinando com a Ribeira de Mortágua, o Parque Verde constitui um agradável e belo espaço de descanso, bem-estar, convívio e lazer, onde predomina a água, as árvores e o verde dos espaços relvados. Os choupos, freixos, salgueiros e plátanos, entre outras espécies ali existentes, oferecem ao visitante sombra e frescura nos dias de Verão.
Os acessos envolventes convidam a desfrutar de belos passeios e a manter a boa forma física. O campo de jogos polivalente permite a prática de modalidades como o futebol, voleibol, basquetebol e ténis. O Parque está equipado com mesas e bancos para realizar piqueniques com a família e amigos.
A paisagem convida a relaxar, a sentir e a desfrutar da natureza.
O Parque Verde está atualmente ligado, através de uma ponte pedonal, sobre a Ribeira de Mortágua a um espaço natural e de lazer com serviço de bar e esplanada, que funciona normalmente durante todo o ano.

Parque urbano das Nogueiras
Um refúgio no centro da vila…
Situado no coração da vila, o Parque Urbano das Nogueiras é um refúgio para o rebuliço do dia-a-dia.
Com uma área dotada de amplos relvados, árvores de várias espécies, onde se destaca a nogueira, mesas de piquenique, bancos de jardim e vários esquipamentos infantis, este recanto convida a relaxar e estabelecer forças.
Neste momento o Parque Urbano das Nogueiras e o Parque Verde da Ponte são dois espaços de lazer que se ligam por um percurso, com uma extensão de 2,3 km, que acompanha toda a frente ribeirinha e proporciona um traçado muito agradável, marcado pela envolvência do curso de água, ambientes frescos e a diversidade da vegetação autóctone (amieiros, freixos, vimeiros, carvalhos).
O percurso possui três áreas dotadas de equipamentos para a prática de exercício físico (urban-fitness), localizadas junto ao Barril, Parque Verde e Parque das Nogueiras, além de mobiliário e equipamento urbano (bancos, papeleiras, painéis informativos). Ao longo do percurso estão disponíveis várias áreas de estadia/descanso, onde as pessoas podem sentar, relaxar, conversar, ler um livro.



PATRIMÓNIO MILITAR

Centro de Interpretação “Mortágua na Batalha do Bussaco”
Quando em 1810, "andaram por aqui os franceses"!
O Centro de Interpretação “Mortágua na Batalha do Bussaco” apresenta-se como um espaço de divulgação, estudo e conhecimento acerca de um acontecimento militar que marcou a região e em particular o concelho de Mortágua há mais de 200 anos (1810), com a terceira invasão a Portugal ordenada por Napoleão Bonaparte. Tratou-se do maior conflito militar ocorrido em território português e o concelho de Mortágua foi palco daquela que haveria de ficar celebrizada como a “Batalha do Bussaco”, por ter ocorrido nas faldas e cumeadas da serra do Bussaco.
Além da sua função didática, científica e cultural, o Centro Interpretativo constitui-se como um espaço de preservação da memória e de homenagem à coragem e tenacidade de homens e mulheres, que enfrentaram os poderosos exércitos napoleónicos, sem esquecer o sofrimento e as privações por que passaram as gentes de Mortágua, que nunca imaginaram viver um tal cenário de guerra, o maior registado em solo português.
A informação disponibilizada está dividida por áreas temáticas, como as Guerras Peninsulares, os Exércitos em confronto, a Batalha do Bussaco, as sequelas da guerra em Mortágua. Os visitantes também podem conhecer as rotas, movimentações e a constituição dos exércitos, o armamento e a logística utilizados, bem como a cronologia dos principais acontecimentos.
Além das fontes textuais e materiais (fardamentos, armas) o espaço recorre a suportes infográficos, sonoros, visuais e interativos, que ajudam na exploração e contextualização histórica da 3ª Invasão Peninsular e da Batalha (1810). No miniauditório é possível assistir a um documentário sobre a 3ª Invasão.
O espaço apresenta um conceito que passa por contar uma história, mas de uma forma diferente do que é habitual em museus, na medida em que as peças podem ser interpretadas e exploradas e possuem uma dinâmica em termos de conhecimento e interação com o público.

Moinho da Moura e Moinho de Sula
Testemunhos históricos da passagem das tropas napoleónicas e anglo-lusas por terras de Mortágua!
Horário:
Segunda a Sexta
09:00 às 12:300 e 14:00 às 17:30
Encerrado: Sábado, Domingo e Feriados
Telefone: 231 927 464
Email: turismo@cm-mortagua.pt

MOINHO DA MOURA
O Moinho da Moura foi o posto de comando do Marechal Francês Massena durante a Batalha do Bussaco.
No dia 25, Craufurd retira-se da Moura com as suas tropas, e é nesse mesmo dia que o VI corpo de Ney e o II Corpo de Reynier chegam à encosta do Bussaco. Só pelas 15h do dia seguinte, Massena chega ao encontro dos seus 3 comandantes de corpo do exército (Ney, Junot, Reynier), do chefe do estado-maior (Fririon) e dos comandantes da artilharia e engenharia (Eble e Lazowski).
Massena vinha decidido a atacar imediatamente, subestimando as características da sua posição e a localização das suas tropas, valeu a discórdia dos seus comandantes em atacar naquele momento. Nessa mesma noite, reúne-se com os seus comandantes para decidir o plano para atacar o inimigo. Ney era da opinião que não deviam atacar, pois a posição das tropas anglo-lusas era favorável. Seria melhor voltar para Viseu ou descobrir outro caminho para chegar a Coimbra. Massena, ignorando a opinião do seu General, decide que o 2º Corpo de Reynier e a Divisão de Merle siga pela estrada de Santo António de Cântaro, o 6º Corpo de Ney e as Divisões de Loison e Marchand atacariam pela linha da frente, quando avistassem Reynier nas linhas da altura. A função de Junot era reforçar os corpos de Ney e Reynier quando necessário. Massena, depois da reunião, regressa a Mortágua, tendo dado ordens para atacar na manhã seguinte logo ao alvorecer… No dia seguinte, 27 de setembro, dá-se a Batalha do Bussaco!
No dia 28 de setembro, ocorre a retirada do VI Corpo da Moura para Mortágua, liderada por Massena, seguindo pela estrada de Boialvo que contorna toda a Serra do Bussaco.

MOINHO DE SULA
O Moinho de Sula, serviu de posto de comando ao General Robert Craufurd, comandante das tropas anglo-lusas que defendiam o flanco norte da Serra do Bussaco.
A sua localização estratégica permitiu, ao General Craufurd, ver algumas das movimentações do inimigo na Batalha do Bussaco.
Craufurd não se encontrava sozinho nas encostas da serra do Bussaco. Tinha o apoio, na retaguarda, do lado direito, da Brigada portuguesa comandada por Pack e o Regimento Inglês de Barclay e, do lado esquerdo, da Infantaria de Colleman.
Na linha da frente, do seu lado direito encontrava-se o Regimento Inglês de Beckwith, e do seu lado esquerdo tinha Low, da Legião Alemã, e Campbell.
Numa outra frente, no Ninho da Águia (perto do Meligioso) e Cabeço Redondo (perto de Trezói) encontrava-se a Divisão de Cole.
Junto do Moinho existem uns penedos, chamados de Penedos de Craufurd, local onde este viu as movimentações inimigas. Conta-se que quando Craufurd atacou os franceses, mais precisamente o ataque aos soldados de Loison, proferiu a seguinte frase: “Agora 52 vinguemos o nosso General Moore”, este terá sido um General que morreu em combate na Corunha contra os franceses.

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