INFO / Confraria do Caldo de Nabos de Gondomar

E-Mail:
confraria.caldonabos@gmail.com


História


A origem da Confraria remonta a 2012, com a criação de uma horta social pela Associação Social Bem Fazer – Vai Avante. Da plantação de nabos nasceu um momento marcante de convívio comunitário, onde um caldo de nabos foi partilhado entre utentes da associação, comunidade local, entidades oficiais e comunicação social. Esta iniciativa, que ainda hoje se realiza anualmente, revelou-se um verdadeiro símbolo de união, identidade e valorização da gastronomia tradicional.

Essa vontade de dar maior dignidade e visibilidade à gastronomia gondomarense concretizou-se com a fundação oficial da Confraria a 5 de abril de 2017. Desde então, assumimos como missão preservar, promover e representar a gastronomia de Gondomar, com especial destaque para o seu prato mais emblemático.

Ao longo do seu percurso, a Confraria tem representado Gondomar em inúmeros capítulos de outras confrarias e em diversos eventos gastronómicos e turísticos de âmbito regional e nacional, como a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, a apresentação dos Fins-de-Semana Gastronómicos da Região de Turismo do Porto e Norte, eventos como o Merendouro, participações em programas de televisão e múltiplas ações de divulgação gastronómica e preservação de tradições.

Capítulos da Confraria

  • 2025 – Lomba
  • 2023 – Jovim
  • 2019 – Valbom
  • 2018 – Fânzeres
  • 2017 – São Cosme


Missão, Visão e Valores


Visão

Ser reconhecida como uma confraria de referência na valorização e defesa do património gastronómico de Gondomar, afirmando o Caldo de Nabos como símbolo identitário do concelho e projetando a gastronomia local a nível regional, nacional e internacional.

Missão

Preservar, promover e dignificar o Caldo de Nabos de Gondomar, assegurando a sua qualidade, autenticidade e transmissão às gerações futuras, bem como divulgar a gastronomia tradicional do concelho através de ações culturais, gastronómicas, científicas e de representação institucional.

Objetivos

  • Promover e manter a qualidade do Caldo de Nabos, valorizando a matéria-prima, os métodos tradicionais e as boas práticas na sua confeção;
  • Colaborar na definição de critérios que permitam o controlo de qualidade, a valorização e a eventual certificação do Caldo de Nabos;
  • Representar e promover a gastronomia de Gondomar a nível local, regional, nacional e internacional;
  • Incentivar a investigação e o estudo do património gastronómico gondomarense;
  • Apoiar a produção e divulgação de estudos, monografias e conteúdos técnicos;
  • Reforçar a ligação à comunidade, às instituições e ao território;
  • Contribuir para o desenvolvimento cultural, social e turístico do concelho.

Valores

  • Identidade – Defesa das tradições gastronómicas e culturais de Gondomar;
  • Qualidade – Rigor e autenticidade;
  • Partilha – Espírito de convívio e transmissão de saberes;
  • Tradição – Respeito pelo legado ancestral;
  • Representatividade – Orgulho em representar Gondomar;
  • Comunidade – Envolvimento ativo com a população e instituições;
  • Responsabilidade – Preservação do património para o futuro.

O Caldo de Nabos de Gondomar é um símbolo vivo da identidade local. Mais do que um prato tradicional, representa séculos de saberes partilhados, a ligação à terra, aos produtos locais e às mãos que os transformam.

A Confraria dedica-se a preservar esta herança com orgulho, promovendo a autenticidade dos sabores, valorizando os produtores locais e garantindo que esta tradição continue a unir gerações hoje e no futuro.

 


 

A Tradição do Nabo em São Cosme e em Gondomar

A ligação de Gondomar ao nabo não é apenas gastronómica, é histórica, agrícola e cultural. Por séculos, este tubérculo simples tornou-se um elemento central na vida rural, refletindo a relação íntima entre o povo e a terra fértil que caracteriza o concelho, especialmente na freguesia de São Cosme.

Porque é que Gondomar é conhecida como “Terra dos Nabos”

Gondomar ganhou a reputação de “terra dos nabos” porque, historicamente, os solos férteis da região, e em particular de São Cosme, eram especialmente adequados ao cultivo desta hortícola. Estudos sobre a agricultura tradicional mostram que o nabo de São Cosme chegou a ser reconhecido como uma variedade tradicional de valor agronómico, com sementes preservadas em bancos genéticos, como o Portuguese Bank of Plant Germplasm e o Warwick Genetic Resources Unit no Reino Unido.

A importância do nabo sentia-se sobretudo no outono, altura em que os nabos de setembro e outubro alcançam sabores mais intensos e são ingredientes centrais nas cozinhas locais. Em tempos antigos, o caldo de nabos era considerado uma refeição reforçadora para o trabalho no campo, muitas vezes acompanhado de toucinho, peixe frito ou broa, e era a principal fonte de energia para os lavradores durante jornadas longas e exigentes.

Este longo percurso agrícola e culinário consolida a ligação afetiva de Gondomar ao nabo e explica porque este sabor simples e tradicional é celebrado há décadas pela população local.

O Caldo de Nabos como Símbolo Cultural

A tradição do Caldo de Nabos de Gondomar tem sido celebrada de forma pública e festiva desde pelo menos a década de 1990, quando começou a ganhar dimensão um festival gastronómico dedicado à sopa, que hoje se realiza durante as Festas do Concelho (setembro a outubro), conhecido pelas “Tasquinhas”, muito associado ao movimento associativo do Concelho

Situado na Área Metropolitana do Porto, o concelho de Gondomar estende-se ao longo do Rio Douro, combinando património natural, histórico e cultural. Reconhecido como a Capital da Ourivesaria Portuguesa, destaca-se pela tradição da filigrana, pelo património industrial e mineiro, pelas paisagens ribeirinhas e por uma gastronomia profundamente ligada à terra e ao rio.

É neste território de identidade forte, tradição e saber-fazer que nasce e se afirma o Caldo de Nabos de Gondomar, expressão genuína da sua cultura e da sua gente.

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